quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Robinho chega a centésimo gol pelo Santos na "casa" do milésimo de Pelé



Em partida contra o Botafogo, válida pela Copa do Brasil, camisa 7 do Peixe alcança marca histórica no Maracanã, ajudando time a conquistar vantagem no jogo de volta

Robinho atingiu nesta quarta-feira uma importante marca pelo Santos: o atacante marcou seu centésimo gol pelo clube na vitória por 3 a 2 contra o Botafogo no Maracanã, válida pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil (confira o gol no vídeo ao lado).

O gol saiu aos 24 minutos do primeiro tempo, após reposição de bola do goleiro Jefferson e falha do volante Gabriel. Robinho ficou livre na pequena área e abriu o placar no Maracanã. O camisa 7 ainda balançou as redes mais uma vez, após tabela com Cicinho - foi o gol de número 101 pelo Alvinegro Praiano.

- Fico muito feliz (em fazer o centésimo gol), ainda mais no estádio onde o Pelé fez o milésimo gol. Mas estou mais preocupado com o resultado do Santos na competição – disse o camisa 9, no intervalo. No segundo tempo, ele foi expulso após simular uma falta no meio-campo.

Robinho completou seu 223º jogo pelo Peixe. A primeira passagem do jogador pelo Santos foi em 2002. Consagrou-se como ídolo ao formar a dupla com o meia Diego e pelos dribles feitos frente ao lateral Rogério, na final do Campeonato Brasileiro de 2002, vencido pelo time praiano.

Ele ficou na Vila até o primeiro semestre de 2005, quando recebeu uma proposta para atuar no Real Madrid. O primeiro retorno do Rei das Pedaladas foi em janeiro de 2010, emprestado pelo Manchester City, da Inglaterra. Na ocasião, Robinho ficou um semestre e conquistou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil.

Em agosto deste ano, Robinho voltou ao Santos pela segunda vez, de novo por empréstimo, e permanecerá no Peixe por um ano, com a possibilidade de sair caso o Milan, da Itália, receba uma proposta para vender o jogador em janeiro.

Robinho faz dois e é expulso, mas Santos vence Botafogo e abre vantagem



O Santos deu importante passo nesta quarta-feira para avançar às semifinais da Copa do Brasil ao vencer o Botafogo por 3 a 2, no Maracanã. O grande destaque da partida foi Robinho, que marcou duas vezes e foi decisivo para o triunfo dos visitantes. O atacante, no entanto, levou dois cartões amarelos por reclamação e foi expulso. Geuvânio completou, enquanto Gabriel e Zeballos descontaram para os donos da casa.

Outro fato marcante na partida foi a contusão sofrida por Jefferson. O goleiro do Botafogo tentou defender o chute de Geuvânio e deslocou o dedo mínimo da mão direita – resultou no terceiro gol do Santos. O time de Robinho poderá até perder por um gol de diferença que se classificará na Vila Belmiro. Quem avançar, pegará o vencedor de Cruzeiro e ABC-RN.


Fases do jogo: Mesmo jogando em casa, o Botafogo começou a partida estudando o adversário, em vez da tradicional pressão inicial. O Santos, por sua vez, esperava uma oportunidade para contra-atacar, priorizando o sistema defensivo. Desta forma, o jogo ficou com poucas alternativas. A primeira boa oportunidade ocorreu aos 18min, em chute de Wallyson.

Foi nesse momento que a partida pegou fogo. Jefferson escolheu Gabriel para dar a saída de bola, mas, marcado por dois santistas, perdeu a bola para Robinho que avançou e tocou na saída do goleiro: 1 a 0. O volante do Botafogo se redimiu no minuto seguinte e acertou o ângulo de Vladimir, deixando tudo igual.


O problema é que a zaga carioca não se encontrava. Melhor para Robinho, que mostrou eficiência de frente para o gol e deixou sua marca pela segunda vez. O Botafogo ainda chegou ao empate com Ramirez, mas o peruano estava impedido e teve o lance invalidado. O Santos viu que a partida era perigosa e tratou de ampliar. Geuvânio chutou de longe e marcou o terceiro, aos 42min.

Para piorar, o Botafogo ainda perdeu seus dois melhores jogadores. Jefferson deslocou o dedo mínimo da mão esquerda e deixou o campo. Já Emerson Sheik, com dores no tornozelo, foi substituído por Zeballos, o que irritou ainda mais os torcedores, que chamaram o treinador de burro.

No segundo tempo, o Botafogo entrou em campo desacreditado e com sua torcida inconformada. O Santos perdeu oportunidade de matar a partida e deixou o rival crescer na partida. Aos 11min, Dankler cruzou na medida para Zeballos descontar. A partida ganhou em emoção e acordou os botafoguenses.

O Santos deixou o Botafogo atacar e se defendia até encaixar contra-ataque. E ele aconteceu aos 29min. E com Robinho. Cara a cara com Andrey, o atacante tentou fazer de placa, mas perdeu a bola ao tentar driblar o substituto de Jefferson. Para piorar, ele foi expulso após reclamar com arbitragem e levar segundo amarelo.

Com um a mais, o Botafogo pressionou o Santos, mas não teve força para arrancar o empate no Maracanã. Alan Santos teve chance para fazer o quarto dos visitantes, mas perdeu gol sem goleiro.

O melhor: Robinho – atacante do Santos foi decisivo para a vitória da equipe. Frente a frente com Jefferson, o jogador não mostrou piedade com o companheiro de seleção brasileira e balançou a rede em duas oportunidades. Foi expulso quando jogo já estava definido.

O pior: Dankler – improvisado na lateral direita, o zagueiro não consegue jogar sem deixar espaços na marcação. Falhou mais uma vez, agora no segundo gol de Robinho.

Chave do jogo: Qualidade na finalização do Santos foi decisiva para o confronto. Nas duas primeiras chances que teve na partida, Robinho mostrou frieza e categoria para deixar sua equipe em vantagem. No segundo tempo precisou apenas admistrar a disposição do Botafogo para encaminhar a classificação.

Para lembrar: A lesão deverá afastar Jefferson por algum tempo do gol do Botafogo. Até mesmo sua presença na seleção brasileira, contra a Argentina, dia 11 de outubro, está em xeque.

BOTAFOGO 2 X 3 SANTOS


Data: 01/10/2014 (quarta-feira)

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA)

Auxiliares: Alessandro A Rocha de Matos (BA) e Guilherme Dias Camilo '(MG)

Cartões amarelo: Dankler, Jr Cesar e Bolívar (BOT) David Braz, Geuvânio, Robinho e Vladmir (SAN)

Cartão vermelho: Robinho (SAN)

Gols: Robinho, aos 24min e 29min, Gabriel, aos 25min, e Geuvânio, aos 42min do primeiro tempo; Zeballos, aos 11min do segundo tempo

Público e Renda: 7.740 pagantes / 8.714 presentes / R$ 173.745,00


BOTAFOGO

Jefferson (Andrey); Dankler, Bolívar, André Bahia e Julio Cesar; Airton (Bolatti), Gabriel, Ramírez e Wallyson; Rogério e Emerson Sheik (Zeballos)

Técnico: Vagner Mancini


SANTOS

Vladimir; Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena (Caju); Alison, Arouca e Lucas Lima; Geuvânio (Alan Santos), Robinho e Leandro Damião (Pato Rodríguez).

Técnico: Enderson Moreira

Uol Esporte

Santos tenta acabar com 'maldição de Oswaldo' para eliminar o Botafogo



A partida contra o Botafogo nesta quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), no estádio do Maracanã, pelas quartas de final da Copa do Brasil, colocará o Santos de volta ao cenário da demissão do técnico Oswaldo de Oliveira no final do mês passado. Após perder para o time carioca por 1 a 0 em jogo válido pela 18ª rodado do Campeonato Brasileiro, a diretoria santista demitiu o treinador e contratou Enderson Moreira.

Os dirigentes santistas não souberam explicar a demissão de Oswaldo, mas alegaram que os maus resultados do Santos fora de casa foram determinantes para a queda. Agora, a equipe santista precisa acabar com a "maldição de visitante" para eliminar o Botafogo.

Pelo Campeonato Brasileiro, o clube paulista ainda não venceu fora de casa após a Copa do Mundo de 2014. A última vitória longe da Vila Belmiro ocorreu no dia 30 de maio, quando a equipe santista derrotou o Bahia por 2 a 0 em Feira de Santana.

De lá para cá, são oito jogos sem vencer, com sete derrotas – Fluminense (0 a 1), Internacional (0 a 1), Cruzeiro (0 a 3), São Paulo (1 a 2), Botafogo-RJ (0 a 1), Sport (1 a 2) e Atlético-MG (2 a 3) e um empate contra o Grêmio (0 a 0). Desses oito, três foram sob o comando de Enderson Moreira.

Na Copa do Brasil, a história é um pouco diferente. O alvinegro praiano se apega na única vitória como visitante – diante do Grêmio por 2 a 0, pelas oitavas de final, no fatídico jogo dos insultos raciais contra o goleiro Aranha. Na ocasião, o Santos ainda era comandado por Oswaldo de Oliveira.

"A Copa do Brasil é diferente, então é um mata-mata, são dois jogos, a gente sabe que o primeiro jogo é importante, o que muda é isso. A gente tem dificuldade para vencer fora, mas na Copa do Brasil tivemos bons resultados, contra o Grêmio mesmo", afirmou o volante Alison.

"É complicado (resultados fora de casa), tem que entrar ligado, são dois jogos, não pode se desesperar e sofrer gol. Tem o segundo jogo na Vila, não pode se desesperar, é jogar por uma bola, marcar certinho", disse Geuvânio.

O Santos está definido pelo técnico Enderson Moreira com a seguinte escalação: Vladimir; Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho e Leandro Damião.

Uol Esporte

Maracanã vai homenagear Pelé e Garrincha em Botafogo x Santos


Telão vai exibir fotos históricas dos dois jogadores, além de imagens do Canal 100 de jogos em que os dois se enfrentaram pelas equipes que jogam pela Copa do Brasil

O torcedor que for hoje ao Maracanã para assistir ao jogo Botafogo x Santos, pelas quartas de final da Copa do Brasil vai poder viajar no tempo. Pelé e Mané Garrincha, ídolos das duas equipes, serão homenageados no intervalo com uma exibição de fotos históricas e imagens do Canal 100 dos clássicos entre as duas equipes, nas décadas de 50 e 60, passando no telão.

Além da homenagem, o telão do estádio voltará a usar as animações pixeladas, como as do antigo telão do estádio, usado entre a década de 70 e 90. Esse recurso já havia sido usado no último Fla-Flu, válido pela 24ª rodada do Brasileirão e fez muito sucesso entre os torcedores.

homenagem para Pelé e Garrincha e o placar "retrô" fazem parte do projeto "Recordar é Viver", da concessionária que cuida do Maracanã. Nas 11 vezes que se enfrentaram entre 1957 e 1965, o Santos venceu sete vezes, o Botafogo conquistou três vitórias e houve um empate. O Rei marcou 10 gols, enquanto o camisa 7 do Bota fez apenas um.

Globoesporte.com

Enderson inicia mata-mata sem temer jogo feio e com grandes inspirações


Técnico do Santos foi à Europa enquanto estava desempregado e viu os times de Mourinho e Guardiola em ação. Agora, lida com uma encruzilhada: jogo bonito ou futebol de resultado?

Causou estranhamento o fato do técnico Enderson Moreira ter afastado o atacante Rildo do grupo do Santos só 13 dias depois de chegar para substituir o conciliador Oswaldo de Oliveira. O conflito entre o atleta e o treinador recém-contratado já está resolvido, mas evidenciou, logo de cara, um lado que Enderson faz questão de transparecer: é necessário ter o elenco nas mãos.

– O mais importante do futebol não é o lado técnico, de execução, e sim de entender como o futebol acontece, como comandar atletas e gerenciar pessoas. Esse é o desafio maior – disse o treinador, fascinado também por psicologia no esporte, durante a meia hora em que atendeu a reportagem do LANCE!Net no CT Rei Pelé.

Enderson é um homem de decisões firmes e discurso no mesmo tom. Jogou futebol só até os 18 anos de idade, quando viu que o sonho não daria em nada, e desde então passou a estudar o esporte em seus aspectos táticos, físicos, técnicos e mentais. Nesta quarta-feira, no Santos, inicia um novo desafio no Maracanã, às 19h30. Diante do Botafogo, o técnico de 43 anos encara seu primeiro mata-mata pelo Peixe nas quartas de final da Copa do Brasil, e deixa claro que o importante no momento é o resultado, não o jogo técnico que a torcida exige.

– Eu sempre quero ganhar jogando bem, mas em algumas situações isso não vai acontecer. O que busco é apresentar um futebol de marcação, de intensidade, mas com qualidade técnica. Mas nesse momento, acima de tudo, precisamos de resultado, senão vamos ficar aqui sem conquistar nada, não adianta falar – admite o treinador, que ficou um mês desempregado entre a demissão do Grêmio e a chegada ao Santos, no dia 3 de setembro.

Nesse período, Enderson foi à Europa e acompanhou jogos de Chelsea e Bayern de Munique, times comandados por técnicos que o inspiram na carreira: José Mourinho e Pep Guardiola. Ambos igualmente vencedores, mas com características diferentes: o português não se preocupa em abrir mão do jogo bonito em nome de uma classificação ou uma conquista. Já o espanhol é adepto fervoroso da qualidade técnica e da troca de passes. Qual Enderson será o do Santos? Nem ele ainda sabe responder:

– Os resultados infelizmente são mais importantes que as atuações, mas tenho que introduzir situações que só terão efeito com a sequência. Está aí um desafio. Mais um, né?

BATE-BOLA com ENDERSON MOREIRA
Técnico do Santos, ao LANCE!Net

Guardiola foi atleta e Mourinho é estudioso, como você. Acha que treinadores que não jogaram são uma tendência do mercado hoje?
Existe uma ideia hoje de futebol que eu não entendo... Joguei menos do que muita gente, mas vivi toda minha vida toda dentro de quadra de futsal ou do campo, e tudo que acontece em alto nível acontece de maneira sem tanta aparição, sem mídia, em outros momentos e lugares. Eu sempre fui um treinador muito tático, sou formado em educação física, tenho bom conhecimento de psicologia do esporte, sou uma pessoa que leio, gosto de literatura sobre futebol, assistir basquete e futebol americano. Você acaba executando tudo fora do futebol profissional também.

Você é melhor do ponto de vista tático ou gerenciando grupos?
Quem tem que responder é quem foi comandado por mim. No próprio Grêmio, que teve interrupção antecipada, fizemos a melhor campanha de brasileiros na Libertadores, eliminado pelos campeões apenas nos pênaltis. Mas evidente que precisa de ter resultado... Se ele não veio, nada funciona.

Você tem mudado muito o time. Ainda não encontrou o ideal?
Pode ser que o melhor seja o time da última partida ou da próxima, mas com o número de mudanças que fazemos por cartões e lesões, a gente não consegue criar uma consistência daquilo que eu acho que pode funcionar e dos nossos conceitos.

Quais são esses conceitos?
Eu gosto de jogo com muita dinâmica, de time que toca bem a bola, em alta velocidade. Alguns quesitos de marcação, mais no campo do adversário, também são importantes. Enfim, coisas que não conseguimos implementar em pouco tempo. Tem uma regrinha que diz que o atleta retém 10% do que você fala, 20% do que você mostra e 80 a 90% se executa. Por mais que tenha outros caminhos, a execução é onde ele consegue captar mais o conceito.

O Santos tem uma cobrança por jogo bonito. Já sente isso?
Sim, e concordo. O Santos tem sim qualidade para buscar vitórias e mostrar um futebol de alto nível. Por que o Cruzeiro tem essa condição e nós não? Nós temos também.

Você chegou com o elenco montado, sem poder fazer muita coisa. O que mudaria se pudesse?
Eu não gosto de falar daquilo que não foi possível. Estamos agora em um processo de tirar o máximo dos jogadores, sem sonhar com nada. Temos jogadores de ótimo nível, mas pensando principalmente no time, evidente que não de forma individual. Tem que ter uma energia a mais, algo e mais, e isso que busco até o fim.

Lancenet

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Recuperado e à disposição, Renato vira espião e quer espaço no Santos


Volante de 35 anos tratou lombalgia e não atua há dois meses com a camisa do Peixe. Ao técnico Enderson, tem passado informações sobre seu ex-clube, o Botafogo

Renato mostra incômodo ao falar sobre seus dois meses sem jogos oficiais. Aos 35 anos, o ídolo do Santos acaba de se recuperar de uma lombalgia e já vê de perto o fim do contrato, o fim do ano, o fim da carreira... Mas nesta segunda-feira, momentos antes de atender o LANCE!Net, o camisa 8 do Peixe voltou a disputar um treino coletivo e aproveitou para mandar um recado.

– Estou à disposição do Enderson para quando precisar, quero voltar a fazer o que gosto. Fora de campo a gente aconselha, torce, mas quero voltar e estou pronto – disse o volante, utilizado em apenas cinco partidas desde que foi contratado, no dia 13 de maio.

O último jogo do volante foi em 31 de julho, na derrota por 2 a 1 para o Londrina, pela Copa do Brasil. Na ocasião, o técnico Oswaldo de Oliveira (que o havia indicado), utilizou só reservas e ainda deu a faixa de capitão para o veterano camisa 8. Dois meses depois, Renato finalmente volta a ficar à disposição, entrando na concorrência com os titulares Alison e Arouca e, em especial, os reservas Leandrinho e Alan Santos.

Pesa a favor de Renato nessa disputa o fato de que o próximo adversário é seu velho conhecido: o Botafogo, clube que defendeu durante três temporadas e onde também trabalhou com o técnico Vagner Mancini.

– O Mancini gosta bastante e sempre procura surpreender. Acredito até que ele desconfie que eu possa falar isso aqui. Ele joga com três volantes e três atacantes e acho que não vai mudar. Ele procura manter o esquema. Então acho que a surpresa é na bola parada. O Bolívar e o André Bahia são bons nessa jogada e o Tanque Ferreyra também, precisamos tomar cuidado – alerta o espião do Santos antes da importante partida.

Sem poder entrar em campo por conta da lombalgia e tratando diariamente em dois períodos, Renato tem conversado bastante com Enderson Moreira, que é só oito anos mais velho – 43, celebrados no último domingo, contra 35 do jogador.

– Ele sabe que estou liberado e já conversamos um pouco – afirmou Renato (no Santos, Renatinho), antes de completar com vários elogios:

– Ele coloca para jogar independentemente da idade, é correto. Como eu, ele quer ajudar só o time.

Com diálogo, espionagem e experiência, Renato quer ser lembrado.

Lancenet

Com desfalques e time indefinido, Mena será novidade do Santos no Rio


Dúvida entre Leandro Damião e Geuvânio foi mantida por Enderson Moreira, que não conta com Aranha e Thiago Ribeiro e terá o retorno do lateral-esquerdo chileno

O técnico Enderson Moreira orientou apenas um treino recreativo e outro de jogadas ensaiadas na manhã desta terça-feira, horas antes de a delegação do Santos embarcar para o Rio de Janeiro, local do jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil nesta quarta, às 19h30, contra o Botafogo. Assim, o time que entra em campo no Maracanã é um segredo que o treinador pretende guardar até pouco antes do apito inicial. A única novidade, no entanto, é o retorno de Mena, que jogou pela última vez no dia 31 de agosto, justamente contra o Botafogo, mas pelo Brasileirão.

O camisa 15 se apresentou à seleção do Chile logo depois da partida, mas voltou com uma lesão na coxa direita. Após quase um mês de tratamento, está recuperado e foi relacionado para a viagem ao Rio de Janeiro. Quem ficou fora da lista foi Zeca, preterido por Caju.

O Santos também contará com a volta do zagueiro Edu Dracena, que cumpriu suspensão na vitória por 2 a 0 diante do Goiás, pelo Brasileirão, e os poupados Cicinho e Robinho. Em contrapartida, Aranha e Thiago Ribeiro serão mesmo desfalques do Peixe no Maracanã. Os dois jogadores têm lesões na coxa (esquerda do goleiro e direita do atacante) e estão em tratamento no Cepraf.

Além do zagueiro Gustavo Henrique, os dois são os únicos jogadores em recuperação de lesões, já que Jubal, Renato e Vinicius Simon se recuperaram, mas não foram relacionados para o duelo desta quarta-feira.

A provável escalação do Peixe para o compromisso de mata-mata é a seguinte: Vladimir, Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Robinho, Geuvânio (Leandro Damião) e Gabriel.

VEJA A LISTA DE RELACIONADOS DO SANTOS PARA O JOGO DE IDA CONTRA O BOTAFOGO:

Goleiros: Vladimir e Gabriel Gasparotto
Laterais: Cicinho, Mena e Caju
Zagueiros: Edu Dracena, David Braz e Neto
Volantes: Alison, Arouca, Leandrinho, Souza e Alan Santos
Meia: Lucas Lima
Atacantes: Gabriel, Robinho, Geuvânio, Leandro Damião, Patito e Rildo

Lancenet

Operação Robinho: Zinho quer pedir à CBF que poupe o jogador na Seleção

Gerente do Santos é amigo de Gilmar, coordenador de seleções da CBF. Dois dias depois do amistoso contra o Japão, Santos pega o Botafogo na Copa do Brasil

O gerente de futebol do Santos, Zinho, quer conversar com Gilmar Rinaldi, coordenador de seleções da CBF, e pedir para o atacante Robinho ser poupado no amistoso contra o Japão, no dia 14 de outubro (terça-feira), em Cingapura. Isso porque o Peixe enfrenta o Botafogo no dia 16 (quinta-feira), na Vila Belmiro, pela partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil.

O dirigente santista tem bom relacionamento com Rinaldi e pretende entrar em contato para Dunga não utilizar o jogador do Alvinegro durante os 90 minutos do amistoso. O pedido, porém, não será formal ou partirá do próprio clube, mas apenas de Zinho, justamente por causa da amizade com o coordenador de seleções da CBF.

- Estou pensando em falar com o Gilmar Rinaldi para ver se o Robinho é um pouco poupado no segundo jogo, não jogar o tempo todo - disse o gerente de futebol do Santos. 

Zinho ainda explica que o Santos fará um “plano” para pegar Robinho no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, e levá-lo direto para Santos, onde a equipe estará concentrada para o jogo decisivo da Copa do Brasil. Ainda há a possibilidade de a partida ser levada para o Pacaembu, mas o Peixe ainda não fez o pedido à CBF.

- Vamos pegar o Robinho na quarta-feira à tarde, no aeroporto, e depois levaremos ele direto para Santos com "as pernas para o ar" para ele descansar - completou Zinho.

O atacante deve pegar um voo de Cingapura para o Brasil logo após a partida contra o Japão. Assim, ele estará à disposição de Enderson Moreira para o duelo contra o Botafogo.

Santos é quem revela mais jogadores para a Série A em 2014; veja o ranking


Peixe foi o primeiro time profissional de 33 jogadores do Brasileirão. Cruzeiro, atual campeão, ocupa apenas a 13ª colocação na lista, com menos da metade

Além de craques e promessas com potencial para defender a seleção brasileira, o Santos revela em uma quantidade não alcançada pelos outros clubes do Campeonato Brasileiro. Dos 651 jogadores que entraram em campo até a 25ª rodada nesta Série A, 33 têm no seu currículo o Peixe como o primeiro clube como profissional. Grêmio, com 26, e São Paulo, com 24, completam o pódio. O Cruzeiro, atual campeão, ocupa a modesta 13ª colocação nesse ranking.

O número do Santos foi turbinado por jogadores que defenderam o próprio time: foram 19. Outros 14 estão espalhados por outros clubes. Neste quesito, Grêmio e São Paulo levam a melhor, já que revelaram 16 atletas (cada um) que estão nos concorrentes.

- O Santos dá oportunidade aos melhores, independentemente da idade. Já houve casos em que atletas tinham propostas mais atraentes financeiramente em outros clubes, mas escolheram o Santos, porque sabem que aqui eles terão chances. Além disso, a torcida valoriza o prata da casa, que sabe que vai ser bem recebido e se sente seguro para desenvolver um bom futebol - diz o coordenador da base do Santos, Hugo Machado.

Entre os jogadores formados pelo Santos, estão nomes consagrados, como Robinho e Elano, que atuou no Flamengo, e promessas como Gabriel e Geuvânio. Há também aqueles que surgiram como promissores, mas não vivem atualmente o melhor momento na carreira. São os casos de André, do Atlético-MG, e Tiago Luís, atualmente na Chapecoense.

O Grêmio, segundo colocado, tem em sua lista nomes como Walace, de 19 anos e titular do time principal, Ronaldinho Gaúcho, que atuou pelo Atlético-MG, e dois dos principais goleiros do campeonato, Marcelo Grohe, do próprio Grêmio, e Cássio, do Corinthians. São 10 pratas da casa no elenco atual, resultado avaliado como positivo pelo coordenador técnico da base, Junior Chávare.

- Isso é fruto de duas coisas: a integração entre os departamentos de base e dos profissionais e o que chamamos aqui de Projeto Transição, com diversos jogadores sub-19 se revezando no banco do time principal, até para se ambientarem com o elenco - disse.


O São Paulo, assim como o Grêmio, vê os concorrentes usarem mais as suas revelações do que ele próprio. Tardelli (Atlético-MG), Emerson (Botafogo) e Jean (Fluminense) são três bons exemplos dos 16 que estão em outros clubes. Os 10 que estão no Morumbi vão de promessas como Auro e Ademílson ao trintão Kaká, que voltou após passagem pela Europa.

Corinthians e Cruzeiro aparecem na metade de baixo do ranking pelo mesmo motivo: usam pouco seus pratas da casa, embora haja um número razoável de jogadores seus em outros clubes. O primeiro tem 14 em outros clubes e, no Parque São Jorge, apenas Fagner, Malcom, Paulo Victor e Zé Paulo. O segundo tem 12 espalhados pelos rivais e Alisson, Lucas Silva, Mayke - esses três, titulares - e Wallace na Toca da Raposa.

Na última posição da tabela está a Chapecoense, que revelou apenas dois jogadores para a Série A: o lateral-direito Fabiano e o zagueiro Douglas Grolli, ambos no próprio clube. Entre os clubes de fora da Série A, destaca-se o Guarani. O clube campineiro, que luta contra o rebaixamento na Série C, revelou nove jogadores que atuam no Brasileirão, três a mais do que Vasco, América-MG e Vélez Sarsfield-ARG, estrangeiro que mais fornece jogadores para a primeira divisão.

Os clubes da Série A revelaram, ao todo, 351 dos 651 jogadores que atuaram no Brasileiro até a 25ª rodada, o que corresponde a 54%. O levantamento teve como critério o primeiro time pelo qual o jogador atuou profissionalmente, desde que estivesse vinculado a esse clube, e não emprestado.

Globoesporte.com

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Damião elogia Gabriel e diz respeitar reserva no Santos

Leandro Damião foi reserva na vitória de 2 a 0 do Santos sobre o Goiás, na noite deste domingo, no Pacaembu. Porém, o fato de não ter iniciado a partida não incomoda o atacante, que se diz feliz pelo triunfo do time paulista.

"Foi escolha dele, eu respeito, um baita treinador. Eu respeito, o importante é estar o time vencendo, sempre fui um cara de grupo. A gente tem que pensar em prol do grupo, estou feliz que a gente venceu", disse, após o jogo.

O atacante, que vinha atuando como titular, foi poupado por Enderson Moreira, que já visa o duelo contra o Botafogo, pela Copa do Brasil, na próxima quinta-feira.

Na partida deste domingo, Gabriel foi o titular do Santos. E o jovem atacante santista foi elogiado por Damião. "O Gabriel é um excelente jogador, se está jogado é por merecimento. Eu respeito o treinador", afirmou.

O camisa 9 será o provável titular na partida contra o Botafogo, no Maracanã. Mesmo estádio do próximo jogo do Santos pelo Brasileiro, que será realizado contra o Flamengo, no próximo domingo.

Terra

Geuvânio volta a ser titular e dá movimentação ao Peixe sem Damião



Destaque no Paulistão, atacante tem ótima atuação contra o Goiás e deixa sua marca no Pacaembu. Camisa 9 fica no banco e entra apenas na segunda etapa

O técnico Enderson Moreira surpreendeu os torcedores do Santos com a escalação que levou a campo na vitória por 2 a 0 diante do Goiás, na noite do último domingo, no Pacaembu, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador sacou Leandro Damião do time titular pela primeira vez desde quando assumiu o Peixe, no início deste mês. Por isso, Geuvânio ganhou a vaga depois de dois meses no banco.

E a mudança surtiu efeito. Com três jogadores rápidos no ataque (Thiago Ribeiro, pela esquerda, e Gabriel, pelo meio, foram os outros dois), os santistas, principalmente no início do primeiro tempo, conseguiram confundir a defesa goiana e criar chances claras de gol. Além disso, depois de abrir o placar, os contra-ataques passaram a ser a arma mais utilizada pelo Peixe por causa da velocidade dos homens de frente.

Em diversos lances, Lucas Lima arrancava pelo meio e passava para Geuvânio, na direita, ou Thiago Ribeiro, na esquerda. Gabriel sempre procurava espaço no meio, entre os zagueiros, para ser opção em caso de cruzamento ou bola em profundidade.

No segundo gol, a movimentação do ataque, já com Pato Rodriguez no lugar do camisa 11, que saiu com dores na coxa, fica clara: Geuvânio recebe de Victor Ferraz no lado direito, avança, passa para o argentino, que cruza. A bola sobra na entrada da área, e o camisa 10 já está lá para colocá-la para o fundo das redes.

Em algumas situações, os dois jogadores que, ao menos no papel, ficariam abertos pelas duas pontas ajudavam Lucas Lima na armação. Com Gabriel centralizado, a equipe também ganhou mais opções para tocar a bola, já que o camisa 10 participa mais do jogo do que Leandro Damião, que costuma ficar mais centralizado e posicionado dentro da área.

Destaque na vitória por 2 a 0 diante do Goiás, Geuvânio não era titular desde a derrota por 1 a 0 para o Fluminense, em julho. O atacante repetiu, em noite inspirada, as atuações que o renderam o prêmio de revelação do Campeonato Paulista no início do ano e conseguiu dar ao time aquilo que Enderson Moreira queria: velocidade e movimentação.

– Eles (jogadores jovens) têm tendência a oscilar mais do que os mais maduros, veteranos e rodados. Quando há essa queda, o jogador é exposto, mas não sei se esse foi o caso. Percebi nos treinamentos que o Geuvânio começou a ser aquele jogador que eu via pela televisão: participativo, rápido, de drible. Está aproveitando as oportunidades e conquistou o espaço – disse o treinador.

A formação ofensiva, porém, não deve se repetir por dois motivos na quarta-feira, contra o Botafogo, às 19h30 (de Brasília), no Maracanã, pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Robinho, poupado contra o Goiás, deve voltar a ficar à disposição do treinador, enquanto Thiago Ribeiro pode ficar fora por causa de uma lesão na coxa direita – ele passará por exames no início desta semana.

Globoesporte.com

Enderson nega priorizar Copa do Brasil e defende rodízio no Santos


Mesmo com distância da zona de Libertadores no Campeonato Brasileiro, técnico garante que seguirá brigando: ‘Não faz parte da minha conduta’

Enderson Moreira deixou de escalar quatro jogadores considerados titulares nesse domingo, na vitória por 2 a 0 em cima do Goiás, no Pacaembu. Entretanto, o técnico do Santos garante que não tomou a decisão preocupado com a partida desta quarta-feira, contra o Botafogo, válida pelas quartas de final da Copa do Brasil.

“Isso não faz parte da minha conduta, não tem essa prioridade. O que me impede de escalar é que os atletas não estavam em condições ideais. Um atleta pode ficar fora por questões psicológicas, clínicas e físicas”, disse o técnico, lembrando que deixou Aranha, Cicinho e Robinho de fora do jogo deste domingo, além de colocar Leandro Damião apenas no fim da partida.

“Eles não conseguiram se recuperar. Não é que estamos poupando. Nós vamos diminuir a possibilidade dele (do jogador) ter uma lesão e controlar isso. É apenas uma decisão minha amparada em estudos científicos”, completou o treinador.

Ao se prolongar na questão sobre a mudança na escalação e, principalmente, sobre a entrada de Gabriel na vaga de Leandro Damião contra o Goiás, Enderson voltou a ressaltar que não trabalha apenas com um time definido.

“Não entendo a pressão de ter 11 titulares. Temos jogadores de alta capacidade. Posso utilizar Gabriel, o Damião e até nenhum dos dois. Depende de cada partida. Posso pensar em colocar uma pegada maior no meio de campo”, argumentou.

“É impossível para um jogador realizar partidas em todos os jogos do ano. Nem o nosso goleiro, o Aranha, conseguiu. Foi um momento em que gente percebeu que o Cicinho precisava dar uma segurada. Poupamos alguns atletas, mas conseguimos manter um bom padrão. A ideia é essa”, explicou.

FoxSports

Jogos para sempre - Santos X Corinthians - Brasileirão de 2002