sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Arouca não sabe se fica e diz que salários continuam atrasados


Xodó da torcida santista, principalmente pela dedicação e entrega em campo, além de da identificação com o clube que o consagrou campeão Paulista, da Copa Libertadores, da Copa do Brasil e da Recopa Sul-americana, Arouca não sabe se continua no Santos em 2015, já que o clima às vésperas da eleição presidencial é de incerteza na Vila Belmiro.

"Tenho contrato até o final de 2016, mas não sei como vai ser depois da eleição. Meu objetivo é de permanecer, mas não tem garantia também que eu vá ficar, não sei se o clube pretende me negociar, não sei se tem proposta, não chegou nada", explicou o camisa 5, que nesta temporada entrou em campo pelo Peixe 56 vezes e marcou 4 gols. No total, Arouca já defendeu o alvinegro praiano em 266 partidas.

"A gente fica por fora, ficamos com o pensamento apenas de jogar, de se esforçar, poder vencer, terminar o ano bem, de uma forma honrosa. Essa questão fica de lado porque vai ser só em dezembro. Depois que acontecer, vai ter as férias, deve ter alguma mudança, mas nosso objetivo é ter o foco dentro de campo", disse o atleta, lembrando que dia 6 de dezembro, um dia antes da última rodada do Campeonato Brasileiro, o clube define seu novo presidente para o próximo triênio. Modesto Roma Jr., Fernando Silva, Nabil Khaznadar, Orlando Rollo e José Carlos Peres concorrem ao cargo.

Outra situação que sempre incomoda o elenco quando é lembrada é a questão salarial. Vivendo uma grave crise financeira, o Santos ainda não conseguiu acertar o pagamento de todos os jogadores: "Ainda não foi quitado, mas o presidente tem sido transparente com o elenco, tem conversado com a gente, mostrado que o clube passa por dificuldade, não só o Santos, e estão se esforçando ao máximo para deixar o salário em dia", minimizou Arouca.

ESPN

Modesto Roma Júnior quer remodelar a Vila e conversar com Enderson

Candidato afirma que atual gestão já perdeu a chance de construir um novo estádio e pretende discutir planejamento de 2015 com os profissionais que já estão no clube

Quinto candidato à presidência do Santos entrevistado pelo GloboEsporte.com, Modesto Roma Júnior defendeu a reestruturação da Vila Belmiro para que o torcedor volte a frequentar o local. O Peixe tem uma das menores médias de público do Brasileirão e, em seu último jogo em casa (diante do Cruzeiro, no último domingo), levou apenas quatro mil santistas ao estádio.

- Não podemos viver de promessas eleitoreiras. O Santos vive um momento financeiro difícil e perdeu a oportunidade de construir uma arena na Copa do Mundo. O estádio-boutique é realmente uma solução para a Vila. Temos que estruturar o estádio para ele ser o palco de espetáculo, com a torcida dando espetáculo junto do time, enchendo os olhos do telespectador – disse.

- A questão é se o local é central, de fácil acesso. Acessibilidade é fundamental. Fazer da Vila um estádio para 50 mil pessoas é uma ilusão. E há entorno, estacionamento, acesso.. Hoje, nós temos de ter a Vila remodelada como um estádio pequeno, para 20, 22 mil pessoas, e pensar, no futuro, em um estádio maior quando voltar o bonde da história, que já perdemos após a Copa – completou.

O que não significa, porém, que o Santos vá se limitar a mandar jogos na Vila Belmiro. Ele lembrou que o Peixe tem torcedores espalhados pelo Brasil e afirmou que, em seu mandato, o time irá atuar onde estiver a torcida e for possível obter renda.

- A Vila Belmiro é o principal palco do Santos. É nossa casa original, casa mestra. A casa do Santos é a Vila Belmiro, mas também o Pacaembu, a Arena Pantanal, o Mané Garrincha. Onde estiver a nossa torcida, o Santos estará presente. O hino do Santos canta “Sou Alvinegro da Vila Belmiro”, e a marcha diz “Jogue onde jogar, sou o Leão do Mar”.

Modesto também disse que, antes de decidir o futuro da comissão técnica caso eleito, pretende conversar com Enderson Moreira e os demais profissionais que dirigem o futebol do clube.

- Temos valores interessantes no elenco, uma base que precisa ser olhada, e jogadores que compõem uma equipe de bom nível. Precisamos conversar com o treinador, qual a expectativa que ele tem e avaliar melhor cada atleta do elenco. É preciso ver quem está emprestado, quem está no sub-20... Tudo tem de ser feito com o gerente de futebol, com o treinador. E vamos fazer isso após ganharmos a eleição. Não podemos ser levianos – afirmou.

Supervisor administrativo do Santos na gestão do ex-presidente Marcelo Teixeira, Modesto Roma Júnior foi dirigente do Peixe de 2004 a 2009, tendo atuado também como responsável pelo futebol feminino do clube. Ele é filho de Modesto Roma, mandatário alvinegro de 1975 a 1978, e encabeça a chapa “Santos Gigante”. Ele foi sabatinado pelos repórteres Antonio Marcos e Bruno Giufrida, do GloboEsporte.com, e Ted Sartori, do jornal A Tribuna.

Confira os tópicos da entrevista de Modesto Roma Júnior

Santos fora da Vila

Não dá para, em uma semana, mudar o local de um jogo. O Santos precisa jogar em função de renda, de objetivos, mas isso é definido pelo marketing. É planejamento, não é para mudar em cima da hora. Quando sai a tabela, temos de planejar. Não podemos querer fazer as coisas de afogadilho. Temos de jogar onde dará mais renda. Se há algum evento naquela região, se é um momento especial. Tudo passa por um planejamento sério, e as coisas não podem ser feitas por acaso. E esse é o principal trabalho do marketing. Planejar o jogo, o dia, o evento. Não se faz um acontecimento sem pensar no entorno. O Santos precisa ganhar dinheiro com seus espetáculos. Isso é fruto de um estudo para fazer as coisas com seriedade.

Arena

O Santos não tem dinheiro para construir uma nova arena, precisaria de um investidor que arcasse com isso. Temos propostas sérias para que o Santos caminhe para um porto seguro. Tem quem diga “Ah, vou demolir a Vila e construir uma nova”. O Santos não tem dinheiro para isso. Temos que trabalhar com responsabilidade. O santista está cansado de propostas vazias.

Pouco público na Vila

Tem que ter identidade. A alma do time deve ser a da torcida, não a do treinador. A torcida não quer ver o Santos retrancado, preocupado em não tomar gols. O Santos é um time jovem, alegre, ofensivo, que marca gols... Quando se dá a identidade da torcida à equipe, ela volta ao estádio. Aí a Vila, o Pacaembu e até o Maracanã são pequenos.

Torcida organizada

Acho que deve sim (ter relacionamento). A torcida organizada é importante. Não podemos ter “clubefobia”. Acho que o futebol não tem graça se não tiver torcida. O futebol é uma coisa de relacionamento humano. A torcida arrepia qualquer um de nós. Mas ninguém está falando de brigas, de tocaias... Isso é algo absolutamente condenável. Isso não é torcida. Torcida é festa, alegria em campo, e deve ser respeitada.

Sócio-Rei

A questão é respeito ao sócio. Quando o Santos joga em qualquer lugar, o associado deve ser respeitado e ter o acesso facilitado. No passado, nós cuidávamos do sócio, foi um trabalho que fiz com o Marcelo Teixeira (ex-presidente). Passamos a dar mais espaço, 50% de desconto... O sócio que não tem cadeira e que tinha só um espaço ao lado das cativas ganhou o retão da Rua Dom Pedro (na Vila Belmiro). Isso é respeito ao sócio. Respeito ao sócio que vai ao Pacaembu, ao Morumbi, ou qualquer estádio. Temos de dar mais vantagens. Hoje o sócio não tem quase nenhum benefício. E que sejam vantagens reais.

Organizadas no quadro associativo

A organizada tem de ser respeitada como entidade, mas trabalharmos em conjunto para que esse torcedor seja respeitado como sócio. Mas eu não posso pedir que sejam sócios se eu não dou condições para isso. Tenho que dar uma atenção especial para que os membros das organizadas se filiem. Vamos implantar esse diálogo.

Categorias de base

Temos de subir os meninos com responsabilidade. Temos que nos reunir com os treinadores da base, trocar ideias, saber que o jogo vem antes do jogador. Isso tudo faz parte do planejamento sério, com pessoas que conhecem o futebol. É difícil fazer futebol com quem não conhece. É preciso conhecer o elenco, saber o que acontece. Essa equipe nós temos. Contratações e vendas pontuais provavelmente serão feitas, mas é preciso respeitar um planejamento sério, com uma pré-temporada bem feita. O Santos não tem dinheiro para jogar pela janela. Contratações não podem ser erradas. Não temos espaço para erros.

Ausência na Libertadores

Preocupa. Torci muito pela classificação para a Libertadores. Até perguntavam se estávamos torcendo contra, mas nunca! Primeiro porque nunca torceria contra o Santos. E segundo: seria importante ganhar a Copa do Brasil e disputar a Libertadores até mesmo em termos de receita. Preocupa, mas o Santos não tem a classificação. Então, temos que trabalhar com o que temos. Vamos trabalhar para chegar à Libertadores de 2016 e recuperar o tempo perdido.

Contratos perto do fim

Não temos lista de dispensa. Isso vai depender do treinador. Primeiro temos de conversar com ele, saber se ele vai ficar, pois não é uma decisão só nossa. Conversar com o resto da comissão técnica, com o gerente de futebol, o superintendente... O Santos tem hoje uma diretoria que está trabalhando. Não caberia a nós ou a nenhum candidato atropelar esse processo. Espero que no dia 6 o doutor Odílio dê o espaço para essa transição, para que se crie um gabinete de transição. Tenho certeza de que fará porque é um verdadeiro alvinegro.

Aproveitar jovens

A ideia é trabalhar com jovens e com o time que está ai. Promovermos a base. O jovem sempre foi campeão pelo Santos. Foi assim em todas as gerações. Antonio Fernandes, Del Vecchio, Pelé, Pita, Juary, Cesar Sampaio, Giovanni, Robinho, Diego, Neymar, Gabriel... Temos que respeitar essa história. O Santos tem tradição. Mas precisar preparar, fazer plano de carreira para os treinadores da base, fazer todos evoluírem, e aí sim poderemos promovê-los sem correr o risco de termos que dispensá-los em seguida.

Comitê de Gestão

No Santos, após a eleição do presidente Luis Alvaro, os homens que iriam investir no clube não confiavam na presidência. Criaram o “Grupo Guia” para tomar conta do dinheiro que estariam investindo. Diziam que viria um investimento de R$ 40 milhões... Se esse investimento veio, foi de forma transversa. Criaram o grupo para controlar os atos do presidente, e o Comitê de Gestão para manter esse controle. Foi assim que aconteceu. Instrumento de governança é o Conselho de Administração. Hoje, o regime que se diz profissional tem uma gestão com nove amadores. O acabar com o Comitê de Gestão passa por alguns passos. Temos enviar proposta ao Conselho Deliberativo, alterar o estatuto com uma proposta que saia do Conselho... Não depende só do presidente, mas do quadro associativo. E partir para uma administração profissional.

Como formar esse Conselho de Administração

Serão pessoas com capacidade profissional comprovada, com vida pessoal própria, dando ao clube uma parcela do tempo. E profissionais com dedicação exclusiva, como um CEO, com as superintendências administrativas e de futebol e descendo no organograma. Isso é governança corporativa. Mas precisa ter experiência para fazer isso. Caso contrário, cria-se um monstro de sete cabeças.

Patrocínio master

O Santos está negociando o patrocínio master com a empresa chinesa que já está estampando a camisa. Não podemos atropelar o trabalho. Somos candidatos, temos de ter a seriedade no trato das coisas. Não podemos ser levianos.

Globoesporte.com

Robinho fica a um gol de igualar Serginho Chulapa em artilharia


Rei das Pedaladas tem 103 gols com a camisa santista e é o 24º artilheiro da história do time

Os três últimos jogos do Santos no ano podem não ter muita importância para o clube, já sem pretensões de título ou de uma vaga na próxima Libertadores, e distante da zona de rebaixamento. Porém, o craque Robinho ainda tem a possibilidade de comemorar uma marca pessoal antes do término da temporada.

Com o gol marcado nesta quarta-feira em cima do Atlético-PR, no empate por 1 a 1, em confronto válido pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro, o camisa 7 se igualou a João Paulo e ficou a um gol de alcançar Serginho Chulapa na artilharia do Peixe.

Agora, o Rei das Pedaladas tem 103 gols com a camisa santista, enquanto o ídolo dos anos 80 registrou 104. Acima de ambos e liderando o ranking pós era Pelé está Neymar, com 138 tentos.

Robinho chegou em agosto com um contrato de empréstimo de um ano junto ao Milan, para sua terceira passagem pelo clube que o formou. Símbolo maior da geração de 2002, o atacante já marcou nove vezes este ano, em 19 participações, quatro só no Brasileirão. Na partida desta quarta-feira, Robinho entrou em campo pelo Peixe pela 231ª vez na carreira.

Neste domingo, o Santos faz clássico com o São Paulo, na Arena Pantanal, e depois encara Botafogo, na Vila Belmiro, e Vitória, no Barradão. Nessas partidas, o alvinegro praiano espera findar o jejum de vitórias, que chegou a oito jogos, e torce para seu craque se isolar como o segundo maior artilheiro do clube após a era Pelé.

Ranking de artilheiros do Santos

1º - Pelé – 1091 gols
2º - Pepe – 402 gols
3º - Coutinho – 368 gols
13º - Neymar – 138
24º - Robinho – 103

Ranking de artilheiros pós era Pelé

1º - Neymar – 138 gols
2º - Serginho Chulapa – 104 gols
3º - João Paulo – 103 gols
4º - Robinho – 103 gols
5º - Juary – 101 gols

FoxSport

Santos pedirá autorização do Conselho para negociar atletas antes da eleição


Santos pedirá autorização do Conselho para negociar atletas antes da eleição

A próxima reunião do Conselho Deliberativo do Santos promete ser quente. O encontro acontece dia 25, na Vila Belmiro, e tem em pauta temas importantes, como um pedido de autorização da diretoria para negociar atletas. Isso porque o estatuto do clube determina que qualquer compra, venda ou empréstimo de jogadores nos três meses que antecedem a eleição presidencial seja aprovada pelos conselheiros. Os sócios alvinegros irão às urnas em 6 de dezembro.

O estatuto alvinegro não é claro se a negociação de direitos econômicos de atletas deve ou não ser aprovada pelo Conselho, mencionando apenas direitos federativos. Nos últimos dias o Peixe acertou a venda de 50% do volante Alison ao banco BMG por 1,5 milhão de euros (cerca de R$ 4,8). 

Além disso, o orçamento para 2015 será apresentado e votado nesta reunião. Este será um dos primeiros assuntos a serem debatidos. Membros do Comitê de Gestão estarão no encontro e farão um balanço da gestão do presidente Odílio Rodrigues, que se encerra no mês que vem.

O caso dos "sócios fantasmas" também estará na pauta. Uma comissão de inquérito e sindicância investigou a denúncia de carteirinhas falsas e apresentará seu relatório final.

A reunião terá início as 19h45 e deve ter duração de mais de três horas.

Lancenet

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Rollo quer demitir Enderson e acabar com Comitê de Gestão do Santos

Candidato à presidência do Peixe foi o quarto entrevistado pelo GloboEsporte.com. Ele promete, também, revitalizar a Vila Belmiro para aumentar capacidade de público

Quarto candidato à presidência do Santos a ser entrevistado pelo GloboEsporte.com, Orlando Rollo, da chapa "Pense Novo Santos", prometeu demitir o técnico Enderson Moreira, atual comandante santista, caso seja eleito para 2015. Além disso, ele disse que quer acabar com o Comitê de Gestão, órgão que toma as principais de gestão do clube, formado por sete integrantes, além do presidente e do vice.

- Respeito o trabalho do Enderson (Moreira). Parece ser um profissional dedicado, mas não faz parte dos nossos planos. Estamos em contato com profissionais que fazem parte do perfil que atuará na nossa gestão - disse.

Orlando Rollo era vice-presidente do Conselho Deliberativo do Alvinegro quando houve uma reforma estatutária para a criação do Comitê de Gestão. Ele afirmou que foi contra a implementação do órgão, alegando que os encontros apenas semanais entre os dirigentes atrapalham as decisões que devem ser tomadas no futebol.

- São nove cabeças que não se entendem. E eu quando era vice-presidente do Conselho do Santos sempre bati na tecla, em 2010, que o Comitê de Gestão não seria benéfico ao futebol. O futebol exige decisões dinâmicas, ágeis. Não dá para esperar mais de uma semana para saber se um jogador vai ser contratado. Não estou sendo oportunista, porque já falava em 2010. Mas os conselheiros debutantes, emocionados, quiseram o Comitê. Faremos uma ampla reforma estatuária e vamos acabar com o Comitê, que atrapalha o Santos.

Outro objetivo de Orlando Rollo é transformar a Vila Belmiro. Segundo ele, o Santos deixou passar a oportunidade de ter um novo estádio e, agora, terá de correr atrás para ter uma casa no nível dos grandes times de São Paulo.

- Hoje a Vila está defasada em relação aos outros clubes. O Santos perdeu o bonde Copa do Mundo. A modernização motivará os torcedores de irem no estádio. É uma obra viável. Quando eu era vereador, protocolei a liberação de três ruas próximas à Vila. Desafetação parcial de ruas. Isso já acontece normalmente em dias de jogos. Queremos construir pilares para ter uma nova estrutura para a Vila Belmiro - completa

Confira, abaixo, os tópicos da entrevista de Fernando Silva

Investidores
Existem investidores sérios e outros nem tanto. Alguns visam interesses próprios e outro não. Esse fundo (Doyen), eu não vejo com bons olhos. A negociação do Leandro Damião está provando isso. Vamos rever tudo isso. Eu não vou ser demagogo e falar que não vou trabalhar com esse tipo de fundo. Hoje o futebol é moderno e todos participam do futebol como um todo, mas você precisa avaliar quem são sérios ou não. Esse investidores que já estupraram o Santos não terão mais vez na nossa gestão. Faremos negócios com os empresários que farão negócios bons para o Santos e não utilizar o Peixe apenas como vitrine. Esses sim, poderão trabalhar com a gente. 

Vila Belmiro
Através dos estudos que fizemos desses camarotes, tirar esses camarotes pode trazer lucro para o Santos. O problema não é o camarote em si. Em estádios grandes, em arenas, o camarote fica em pavimento superior. Vamos tirar esses camarotes, já vimos os contratos. Seria leviano se eu falasse que ia passar o machado e a marreta. Os demais serão extintos e haverá a volta do setor geral. O fator alçapão vai falar mais alto e vai fazer com que a Vila seja temida e os os torcedores vão retornar. A elitização é apenas um dos fatores que afastou a torcida do estádio. A modernização motivará os torcedores de irem no estádio. É uma obra viável. Queremos construir pilares para ter uma nova estrutura para a Vila Belmiro.

Arena
Aparecem projetos de que o Santos vai construir uma arena em Cubatão, querem fazer de tudo para acabar com a Vila, mas eu não vou permitir. O problema de se construir arenas construidas é que elas ficam em áreas periféricas. O Santos já possui um lugar próprio e de fácil acesso. Nós temos que construir nas nossas dependências, em vez de procurar essas áreas periféricas. Por isso, defendo a revitalização da Vila Belmiro.

Gestão
Sobre uma reforma estatutária, são nove cabeças que não se entendem. E eu quando era vice-presidente do Conselho do Santos, sempre bati na tecla, desde 2010, que o Comitê de Gestão não seria benéfico ao futebol. O futebol exige decisões dinâmicas, ágeis. Não dá para esperar mais de uma semana para saber se um jogador vai ser contratado. Não estou sendo oportunista, porque já falava naquela época. Mas os conselheiros debutantes, emocionados, quiseram o Comitê. Faremos uma ampla reforma estatuária e vamos acabar com o Comitê, que atrapalha o Santos. Quanto ao estatuto, pretendemos fazer diversas mudanças. Gosto de ressaltar a importância de ser mudar o tempo de gestão de três para dois anos. O Santos já teve três anos como mandado e já vimos que hoje não tem como, o tempo é extenso. Dois com mais dois, totalizando quatro. Três com mais três é extenso. Prova disso foi o segundo mandato com o Luis Alvaro. No primeiro, foi bem. No segundo, se enrolou, teve de deixar a presidência, dando chances a esses dirigentes inexperientes. Todos os associados poderão opinar na forma de mudança do novo estatuto.

Relação com a torcida
Não escondo pra ninguém que sou oriundo de organizada. Tenho muitos amigos em organizadas. entendo que as torcidas fazem parte do espetáculo, as torcidas tem que ser auto suficientes. É incabível o clube ter de bancar as torcidas. Quando fui dirigente de organizada, nunca aceitei ajuda do Santos. Temos que ter parcerias, financiamento não. O associado da organizada tem que ser sócio do clube. Vamos criar um programa específico para esse torcedor organizado assim como o torcedor comum de volta a Vila Belmiro. Todos serão beneficiados da sua maneira específica. O programa Sócio Rei é esdrúxulo, eu não passo de um sócio bobo da corte. Ele acaba ficando de fora dos principais jogos do Santos. Em um jogo decisivo, você não consegue o ingresso em semi ou em final. Você tem que ser formado em ciências da computação para entender o sistema e conseguir um ingresso. Se você tiver presente em jogos com menos importância, terá prioridade em jogos mais importantes.

Futebol
Já estamos trabalhando nesse sentido. Sabemos que vamos chegar e vamos encontrar o pior cenário possível, seja no futebol como no financeiro. Não posso citar nomes, mas já estamos trabalhando. Temos dois profissionais de mercado e que tem identificação com o clube. Eles já estão trabalhando para a montagem do clube. É absurdo o Santos ficar dez anos jogando o brasileiro por jogar, sem disputar o título. Não dá pra fazer lista de dispensa e colocar todos nela. Teremos é lista de contratação. Sobre Enderson (Moreira, técnico atual do Santos), ele é dedicado, mas não faz parte dos nossos planos. Já estamos em contato com outros profissionais que têm o nosso perfil.

Categorias de Base
Com as carências do time principal, nós pretendemos utilizar a base. A gente tem de incentivar a molecada que tem o DNA santista e contratar jogadores que deem experiências aos jovens. Faremos uma mescla. Infelizmente não podemos citar nomes, mas já deixei bem clara a filosofia que implantaremos.

Santos volta ao CT, e Robinho destaca empenho no empate com o Furacão

Peixe está de folga nesta quinta-feira após a partida contra o Atlético-PR, disputada na Arena da Baixada. Preparação para o jogo contra o São Paulo começa nesta sexta

O Santos retornou ao CT Rei Pelé na manhã desta quinta-feira, um dia após o empate em 1 a 1 com o Atlético-PR, válido pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. Cansado por causa do desgaste na partida disputada na última quarta, na Arena da Baixada, o atacante Robinho lamentou a sequência de oito jogos sem vitórias do Santos, mas destacou o empenho dos jogadores na busca pelos três pontos.

- Fico feliz por ter feito o gol (contra o Furacão), por fazer o meu melhor. Claro que ficamos triste pela sequência sem vitórias, mas o time se empenhou. Está todo mundo de parabéns, porque se empenhou. Infelizmente acabamos tomando o gol de bola parada e não ganhamos o jogo - lamentou Robinho.

A equipe comandada pelo técnico Enderson Moreira enfrenta o São Paulo na próxima rodada, no domingo, às 17h (de Brasília), na Arena Pantanal, em Cuiabá - o Peixe vendeu o mando de jogo para uma empresa. A preparação do Alvinegro para o clássico começa nesta sexta-feira, com treinamento no CT Rei Pelé.

- Vai ser mais um jogo difícil contra o São Paulo. É um clássico. Vamos tentar fazer o nosso melhor e vencer o jogo - completou o atacante.

Com o empate diante do Atlético-PR, os santistas estão na nona colocação na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, com 47 pontos ganhos. O São Paulo é o vice-líder da competição, com 66 pontos, quatro a menos que o líder Cruzeiro.

Globoesporte.com

Santos FC promove palestra com o tema “Racismo no Futebol”


O dia da Consciência Negra é comemorado nesta quinta-feira (20). Apoiando a causa de combate ao preconceito racial, o Santos FC ofereceu uma palestra, na última quinta-feira (13), com o tema “Racismo no Futebol”, a todos os atletas das categorias de base do Peixe. A palestra faz parte do projeto “#MuitoAlémdoFutebol”, em parceria com o UNICEF.

À frente da palestra, a assistente social do Clube, Silvana Trevisan, convidou o presidente Odílio Rodrigues, o goleiro Aranha, o coordenador de projetos esportivos da Fundação Settaport, Donald Verônico, o coordenador de Promoção da Igualdade Racial e Ética de Santos, Jorge Fernandes, os ex-atletas Edu e Abel e, todas as comissões técnicas das categorias de base, para adicionarem conhecimento aos Meninos da Vila.

Além destes, membros do Educafro (Movimento Educação e Cidadania de Afrodescendente e Caresntes), UNEAFRO (União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e classe trabalhadora), e o representante do Conselho da Comunidade Negra de Santos, Orlando Rodrigues, também compareceram para passar algumas mensagens aos atletas do Peixe, que ainda estão em formação, e para homenagear o goleiro Aranha.

“O nosso objetivo é esclarecer para os Meninos da Vila, assim como para a sociedade, que o negro tem uma história. Uma história de raça e conquista para a equidade e igualdade. E isso serve para eles levarem para a vida toda. Desmistificar a questão do negro na sociedade. A participação do negro foi muito importante para a formação do povo brasileiro”, disse a assistente social, Silvana Trevisan.

Representando o elenco profissional, o goleiro Aranha falou um pouco sobre sua experiência com o assunto e ressaltou a necessidade de palestras com este conteúdo para os atletas e seus familiares.

“O racismo e o preconceito vêm da falta de conhecimento. Muitas vezes ele é passado de geração em geração, como um vício antigo. As vezes praticamos o ato sem saber que estamos praticando porque isso já é algo normal. É importante falarmos sobre isso e levar essa discussão e debate para as pessoas se conscientizarem que o racismo é errado”, afirmou o camisa 1 do Peixe.

Contente com a iniciativa e o aprendizado, o goleiro Fernando Castro, do Sub-17, revela que todo conhecimento adquirido na palestra deve ser colocado em prática.

“Somos o futuro dos atletas e da sociedade. É bom ter essa conversa com o Aranha e com os demais palestrantes. É bom também o Santos FC se importar com isso. Não só com a formação de atletas, mas também com a formação de homens”, ressaltou o jovem atleta.

Santos FC

Se já é caro pagar um técnico, imagine 3 de uma vez? Deve ocorrer no Santos



A permanência do técnico Enderson Moreira no comando do Santos no início da próxima temporada está em xeque. O UOL Esporte apurou que os cinco candidatos à presidência do clube nas eleições do próximo dia 6 possuem outros nomes para dirigir a equipe santista em 2015.

Desta forma, o Santos pode iniciar o próximo ano pagando salário para três treinadores. Isso porque a diretoria alvinegra assinou contrato com Enderson até o fim de 2015. Sendo assim, o novo presidente do clube terá que pagar, no mínimo em parcelas, a multa rescisória do atual treinador.

Esse não seria o único custo com técnico para o novo mandatário do Santos. Além de arcar com o salário do sucessor de Enderson Moreira, a nova diretoria santista provavelmente assumirá uma divida do clube com o técnico Oswaldo de Oliveira. O antecessor de Enderson enfrenta dificuldades para receber a multa rescisória e salários atrasados. Quando foi demitido em setembro, Oswaldo não recebia o ordenado há quase três meses.

"Parece até história de ficção. Se contar isso para algum gestor sério, estrangeiro, ele não acreditaria. É irresponsabilidade. Falta de planejamento e de competência administrativa.Não sabem negociar contratos e não conhecem nada de futebol", afirmou o candidato Orlando Rollo, da chapa "Pense Novo Santos".

Rollo, inclusive, é o único candidato que descarta o discurso "politicamente correto" e não tem receio de externar sua rejeição em relação ao técnico Enderson Moreira.

"Com todo respeito que ele (Enderson) merece como profissional, neste momento ele não faz parte dos nossos planos. Prefiro contar com um profissional mais experiente, que adote outro tipo de filosofia de trabalho", disse Rollo.

Apesar de fazer lobby sobre o seu trabalho em entrevistas coletivas na reta final do Campeonato Brasileiro, Enderson Moreira não descarta que pode ser demitido com a saída do atual presidente, Odilio Rodrigues e, inclusive, considera "normal" o risco.

"Só não acho que dá pra colocar a responsabilidade toda em mim pelas derrotas, temos visto meninos, verificado o elenco, é importante para fazer essa avaliação. Se acontecer da nova direção fazer mudança, entendo que é normal, mas acho que a gente perderia a oportunidade de buscar um caminho, seguir na rota que acho que posso fazer", disse Enderson.

Além de Orlando Rollo, concorrem as eleições do Santos dos seguintes candidatos: José Carlos Peres, do grupo "Santos Vivo", Nabil Khazanadar, candidato da situação, Fernando Silva, da chapa "Mar Branco" e que recebe o apoio de Luis Alvaro Ribeiro, e Modesto Roma, do grupo "Santos Gigante", apoiado por Marcelo Teixeira.

Uol Esporte

Robinho marca e, em comemoração, revela que será pai pela terceira vez


Atacante anotou o gol do Santos no empate em 1 a 1 com o Atlético-PR. O ídolo alvinegro já é pai de Robson Júnior, de seis anos, e Gianluca, de três

Robinho será pai pela terceira vez. E o anúncio veio acompanhado de um presente para a torcida santista: gol! O atacante marcou o tento do Peixe no empate em 1 a 1 com o Atlético-PR, na Arena da Baixada, nesta quarta-feira, e comemorou fazendo o tradicional gesto de balançar um bebê, eternizado por Bebeto na Copa de 94.

Depois, no intervalo da partida, o camisa 7 alvinegro comentou a coreografia. Ele já é pai de dois garotos: Gianluca, de três anos, e Robson Júnior, de seis.

- Dediquei o gol para a minha esposa que está grávida, o terceiro filho está vindo aí. Não sei o sexo, mas tomara que nasça com saúde, que é o mais importante - comentouo o jogador.

O gol de Robinho foi o 102º dele pelo Santos, e o nono em 19 jogos pelo clube nessa passagem.

Lancenet

Em jogo veloz no 1º tempo e lento no 2º, Atlético-PR e Santos empatam


Partida tem emoção e alternativas na Arena da Baixada. Robinho, com estilo, abre placar para Peixe, e Cléberson, de cabeça, iguala para Furacão

Tudo indicava que o Atlético-PR x Santos desta quarta à noite, na Arena da Baixada, seria monótono. Mas com os dois times sem grandes ambições nesta reta final de Brasileirão - não brigam mais por título nem vaga na Libertadores -, a partida até que surpreendeu, principalmente no primeiro tempo. Com velocidade, alternativas e lances perigosos, o empate por 1 a 1 poderia ter sido com mais gols se o cansaço não tivesse prevalecido a partir dos 15 minutos na segunda etapa. O ritmo caiu, mas o saldo foi bom no equilibrado reencontro do técnico do Furacão, Claudinei Oliveira, com a garotada que comandou e ajudou a revelar no Peixe.
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Robinho, no primeiro tempo, para o Santos, e Cléberson, no segundo, para o Atlético-PR, marcaram os gols da partida válida pela 35ª rodada do Brasileirão. O camisa 7 santista foi um dos destaques. Com o resultado, os times se mantêm empatados em pontos na tabela (47), mas o Peixe, há oito partidas sem vencer, está na frente, em oitavo lugar, e o Furacão ocupa a décima posição., Na próxima rodada, a equipe paranaense vai à Fonte Nova encarar o Bahia, no sábado. A santista fará o clássico com o São Paulo, no domingo, na Arena Pantanal, em Cuiabá.

Robinho aparece

Foi um primeiro tempo com emoção. Os dois times dividiram o domínio da partida, O Santos levou a melhor porque Robinho desequilibrou e o time jogou com inteligência. O Atlético-PR tinha velocidade, mas faltou surpreender. As duas equipes tiveram chances. O Peixe tomou a iniciativa, mas o primeiro lance de "uhhh" na partida foi do Furacão. Do seu jogador mais perigoso. O veloz Marcelo Cirino arriscou de fora da área um belo chute que passou rente à trave de Aranha. Daí em diante, o Rubro-Negro forçou mais. Bady também arriscou de longe, mas a bola subiu. Os donos da casa abriram mais pelas laterais. Seja no lado esquerdo, com Lucas Olaza, ou no direito, com Sueliton, que foi ao fundo e centrou na medida para Cléo, de cabeça, quase marcar. Pouco depois, Marcelo repetiu a dose no mesmo lado. Cruzou para Dellatorre entrar batendo, mas a zaga cortou.

Aos poucos, o Santos acertou a marcação, botou a bola no chão e conteve o ímpeto do adversário. O meio-campo aparecia melhor, com Arouca e Lucas Lima. Robinho também, pela esquerda. E Cicinho subia pela direita. Num dos avanços, centrou à procura de Damião, de volta ao ataque. Mas achou Arouca, que não concluiu porque Cléberson se antecipou. A defesa do Atlético-PR seguia atenta e bloqueou jogada pela esquerda do Peixe com Caju. Mas Robinho mudou a partida. Primeiro, cruzou milimetricamente para Cicinho cabecear com perigo. Dois minutos depois, o camisa 7 não perdoou; perto da meia-lua, matou a bola, esperou-a quicar e bateu com estilo, à direita de Weverton: 1 a 0, aos 27 minutos, com direito a comemoração em homenagem à mulher, grávida. Daí em diante, o Furacão tentou buscar o empate, mas o Peixe controlou a partida e saiu com a vantagem.

Furacão empata

O Furacão entrou no segundo tempo disposto a chegar logo ao empate. E demorou apenas quatro minutos para conseguir. Após cobrança de escanteio pela direita, Cléberson chegou livre de marcação, subiu nas costas de Souza e testou à esquerda de Aranha, sem defesa. A Arena da Baixada explodiu, e a torcida passou a ter esperanças de uma virada. Mas a partida caiu consideravelmente de ritmo. Tanto o Furacão como o Peixe deram sinais de cansaço com a correria no primeiro tempo.

Mesmo assim, os dois times tentaram retomar o ritmo e se alternaram no ataque. Robinho procurou fazer mais um. Os treinadores resolveram trocar os atacantes. Claudinei sacou Delatorre para pôr Douglas Coutinho - também trocou o volante Deivid por Hernani. Enderson Moreira tirou o apático Leandro Damião e lançou Rildo. Assim que entrou, o atacante santista fez boa jogada pela esquerda e tocou na área. Lucas Lima chegou para conferir mas foi traído pelo quique da bola. O Furacão deu o troco com dois lances de perigo: Bady cruzou, Hernani desviou de calcanhar e a bola tocou em Souza antes de bater na trave. Na sequência, Olaza tentou passe rasteiro para a grande área, mas Aranha salvou. Não havia mais fôlego para outro gol na partida.

Globoesporte.com

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

BMG aceita condição do Santos e compra 50% dos direitos de Alison


Peixe vai receber cerca de R$ 4,5 milhões pela operação e seguirá com 20% dos direitos econômicos do atleta. Estatuto não é claro sobre restrição ao negócio antes da eleição

O banco BMG aceitou condições impostas pelo Santos e chegou a um acordo para a compra de 50% dos direitos econômicos do volante Alison, de 21 anos. O Peixe receberá cerca de R$ 4,5 milhões pela operação e seguirá com 20% dos direitos do atleta.O atleta, revelado nas categorias de base do clube, tem contrato até 2017.

Anteriormente, o BMG insistia em comprar os 70% dos direitos de Alison que pertenciam ao Santos, mas o clube não aceitava tal condição, que emperrava o negócio. O banco também propôs o abatimento de uma dívida que tinha referente à venda de 20% do meia Montillo.

Segundo o presidente santista, Odílio Rodrigues, Giuliano Bertolucci, empresário de Alison, também tinha interesse em comprar uma parte do atleta, mas não houve acerto.

– A gente aceita negociar, desde que ele pague o valor que a gente acha que merece – disse, há uma semana.

O estatuto do Peixe proíbe a venda de direitos federativos de jogadores três meses antes da eleição presidencial do clube, mas não é específico quanto a direitos econômicos. O pleito presidencial acontece dia 6.

Lancenet

Com campanhas semelhantes, Atlético-PR e Santos fazem jogo da 'zona do marasmo'



Enquanto o Campeonato Brasileiro pega fogo em sua reta final, com equipes disputando título, vaga na Libertadores da América ou a fuga do rebaixamento, Atlético Paranaense e Santos, com campanhas semelhantes, duelam nesta quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), na Arena da Baixada, estacionados no 'marasmo' da tabela de classificação. Sem maiores interesses na competição, as duas equipes, que somam os mesmos 46 pontos - a única diferença é que o time paulista levou seis gols a menos - já começam a pensar em 2015.

A próxima temporada do clube paranaense começou com a renovação do contrato do técnico Claudinei Oliveira, que prometeu utilizar as últimas rodadas para fazer algumas observações e encaminhar à diretoria os pedidos de reforços ou de renovação de alguns atletas.

O comandante rubro-negro quer deixar uma boa impressão ao final do ano. Por isso, se a tabela não motiva pela falta de objetivos palpáveis, criar uma meta pessoal, ou seja, somar o máximo de pontos possíveis, é a solução para manter o grupo ligado até a última partida.

"Vamos tentar fazer as coisas de maneira tranquila e buscar as vitórias sempre daqui até o final para terminar ganhando. Não podemos terminar de maneira negativa ou achar que virou amistoso. Vamos com a responsabilidade de fazer um bom final de campeonato", afirmou o treinador atleticano.

No lado alvinegro do confronto, a motivação é acabar com o jejum de vitórias. Já são sete jogos sem sair de campo à frente no placar. "Já ficamos muito tempo sem ganhar. Conversamos, temos essa consciência que um time grande como o Santos não pode ficar muito tempo sem ganhar. Temos de ir concentrados para voltar a vencer de qualquer maneira", ressaltou o meia Lucas Lima.

Com menos pressão pelo resultado, o técnico Enderson Moreira vai testar uma formação com quatro homens no meio, Alison, Arouca, Souza e o próprio Lucas Lima, deixando Robinho e Leandro Damião no comando do ataque. Com isso, Renato, Rildo e Gabriel vão para o banco de reservas.

Outra mudança é a volta do capitão Edu Dracena, que desfalcou o time na derrota para o Cruzeiro por ter de cumprir suspensão pelo acúmulo de três cartões amarelos. Bruno Uvini deixa a equipe para a entrada de Neto, já que David Braz segue fora por causa de uma hérnia na cervical.

O jogo também tem uma curiosidade à parte, já que muitos jogadores do Santos reencontrarão o técnico Claudinei Oliveirao. Claudinei dirigiu as categorias de base do time de Vila Belmiro por cinco anos e ocupou a vaga deixada por Muricy Ramalho até o fim de 2013. O treinador é muito querido pelo elenco, principalmente pelos diversos jogadores que lançou ao profissional.

No primeiro turno do Brasileirão, o Santos bateu seu rival desta quarta, na Vila, por 2 a 0, com gols de Thiago Ribeiro e Leandro Damião.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-PR X SANTOS

Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR) 
Data: 19 de novembro de 2014, quarta-feira
Horário: 19h30 (horário de Brasília) 
Árbitro: Arnoldo Vasconcelos Figarela (RO-CBF-2) 
Assistentes: Marcia Bezerra Lopes Caetano (RO-ESP-1) e Janette Mara Arcanjo (MG-FIFA)

ATLÉTICO- PR: Weverton; Sueliton, Gustavo, Cleberson e Natanael; Deivid, Paulinho Dias (Hernani), Bady (Nathan) e Marcos Guilherme; Cléo (Dellatorre) e Marcelo. 
Técnico: Claudinei Oliveira

SANTOS: Aranha, Cicinho, Neto, Edu Dracena e Caju; Alison, Arouca, Souza e Lucas Lima; Robinho e Leandro Damião. 
Técnico: Enderson Moreira

ESPN

Jogos para sempre - Santos X Corinthians - Brasileirão de 2002